Retorno aos treinos após o inverno Europeu

Na semana passada em um dos meus treinos de corrida intervalada eu fiz 00:22:59 na intensidade FO – Forte, com um total de 01:00:02 de treino. Me senti orgulhosa por estar mais uma vez, renascendo na corrida como a lenda da Fênix: mais forte e determinada.

Porém, não foi fácil chegar até aqui.

Na Estônia o inverno é rigoroso variando dos -5C aos -15C. As noites são muito escuras e os dias também… Das 10am até umas 4pm, fica um dia cinzento, apagado e nublado… Passam-se semanas, as vezes meses, sem aprecer o sol… A minha sombra? Até esqueço que ela existe.

São em momentos de escassez como esse, que muitas vezes valorizamos algumas pequenas-grandes coisas como no caso: o sol.

O inverno é longo vai de Novembro até Março, pegando um pouco da primavera e do outono. São 5 ou as vezes 6 meses onde a cidade se cala, as pessoas se cobrem de roupas e graças à neve podemos sorrir e brincar um pouco como crianças.

A vitamina D como complemento é fundamental. Quando eu fui comprar meu primeiro frasco de Vitamina D, assim que cheguei na Estônia no ano de 2016, a farmacêutica me perguntou:

Você mora aqui?

Eu respondi que sim e ela disse que todos que moravam na Estônia precisavam tomar Vitamina D, principalmente no inverno para dar maior disposição e fugir da depressão.

E assim foi mais um inverno, o de 2019 com suas devidas doses de Vitamina D diariamente pela manhã. Eu frequentei o SPA Clube na cidade, me aquecendo nas saunas e também assistindo filmes de tardezinha ao chegar em casa. As vezes eu me aventurava no ski e na patinação no gelo. Porém é muito frio e o meu pé quase congelava, os dedos pareciam que iam cair, doia demais. Ainda preciso me adaptar melhor aos esportes de inverno.

De uma forma geral, é um outro ritmo, bem mais pacato e lento.

Até que em Abril a temperatura chegou nos 10C… Uma alegria geral! A cidade de Talim começou a acordar e eu já comecei a me organizar para retomar os treinos de corrida. Que felicidade! Corri no maleiro para pegar o meu tênis e minhas roupas de corrida!

E assim foi, eu dei inicio aos treinos após 6 meses de inverno e sem ter feito muita atividade física. Eu evoluia aos poucos, o processo era lento, mesmo já tendo corrido diversos 21km, eu precisava de paciência e progredir aos poucos.

Até que hoje, após 3 meses de retorno aos treinos, eu corro 1h sorrindo, variando a passada com os treinos intervalados e acompanhando minha frequência cardíaca.

Na corrida, recomeçar faz parte para a maioria das pessoas, seja por qual motivo for. Não é fácil para ninguém, requer meses com passos de formiguinha e paciência para segurar a ansiedade.

Quando a gente chega lá, é uma realização que mal cabe no peito!

Se você está nessa linha progressiva e lenta ou se está querendo retornar aos treinos, não pense duas vezes e tome as rédeas da sua vida, pois quando você chegar lá, você vai querer ter começado antes!

Bons treinos à todos e um brinde à corrida!

Flavia Grohmann

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