Posso correr doente?

De acordo com o Dr. Robert Mazzeo, Ph.D. em Ciência do Esporte, as pessoas frequentemente questionam se devem se exercitar enquando estão doentes. Algumas pessoas acreditam que o exercício matará bactérias ou vírus e livrará o corpo de toxinas. Isso está absolutamente errado. Por exemplo, ao ser praticado um exercício de alta intensidade, uma única sessão de exercício pode comprometer a função imunológica piorando a situação.

Ele acrescenta que a regra geral é não se exercitar se os sintomas estiverem abaixo do pescoço. Tais como:

  • dores musculares
  • febre
  • dor de estômago
  • congestão pulmonar

Diz também que caso os sintomas forem acima do pescoço, como um simples resfriado, geralmente não tem problema praticar exercícios leves. No entanto se piorar, deve-se parar os exercícios.
Ao sentir-se melhor, basta retornar gradualmente ao padrão do exercício.
E para maiores esclarecimentos consulte um médico.

Ele analisou como um treinamento pode influenciar na função imunológica básica. A maioria dos estudos indicam claramente que a participação em atividade física moderada e regular melhora a imunidade geral.

Ao realizar um estudo onde três meses de caminhada em indivíduos previamente sedentários reduziram a incidência de infecções das vias aéreas superiores em aproximadamente 50%. Isso em mais de 15 semanas de observação.

Ele reforça: embora o treinamento moderado possa aumentar a função imunológica, o envolvimento em treinamentos repetidos de alta intensidade terá o efeito oposto. Um único exercício de alta intensidade é imunossupressor. O envolvimento frequente nesses tipos de sessões de treinamento suprime cronicamente a função imunológica, tornando o indivíduo mais suscetível a infecções. Isso pode resultar em um sistema imunológico enfraquecido que coloca o indivíduo em maior risco de infecção.

Sendo assim, o Dr. Mazzeo conclui que o treinamento físico moderado pode fornecer um grau de resiliência imunológica ou resistência ao estresse, protegendo dos efeitos adversos de outros estressores da vida.

Flávia Grohmann

Referência: Robert Mazzeo, Ph.D. – University of Colorado Boulder

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